RDS Quilombo Barra do Turvo
SP

estatísticas da área

Espécies registradas::
1
Espécies com foto:
1
Espécies com som:
0
Total de registros:
1
Total de fotos:
1
Total de sons:
0

primeiros registros fotográficos

andorinha-grande
Ulisses Nemetz
Áreas de Observação

Reserva de Desenvolvimento Sustentável Quilombo Barra do Turvo

Trata-se de unidade de conservação localizada no município de Barra do Turvo, Região do Vale do Ribeira], Estado de São Paulo, que possui 5.826,46 hectares e é destinada ao uso sustentável por parte das comunidades quilombolas de Ribeirão Grande, Terra Seca, Cedro e Pedra Preta. Reserva de Desenvolvimento Sustentável “é uma área natural que abriga populações tradicionais, cuja existência baseia-se em sistemas sustentáveis de exploração dos recursos naturais, desenvolvidos ao longo de gerações e adaptados às condições ecológicas locais e que desempenham um papel fundamental na proteção da natureza e na manutenção da diversidade biológica”. A RDS “tem como objetivo básico preservar a natureza e, ao mesmo tempo, assegurar as condições e os meios necessários para a reprodução e a melhoria dos modos e da qualidade de vida e exploração dos recursos naturais das populações tradicionais, bem como valorizar, conservar e aperfeiçoar o conhecimento e as técnicas de manejo do ambiente, desenvolvido por estas populações”. É sempre de domínio público, sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites devem ser, quando necessário, desapropriadas, de acordo com o que dispõe a lei.” (Artigo 20, caput e §§ 1º e 2º, da Lei **[[http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9985.htm|Lei Federal nº 9.985, de 18 de julho de 2.000. ‴As comunidades de quilombo do Vale do Ribeira praticam uma economia que se assenta na mão-de-obra familiar e está orientada prioritariamente para a satisfação das necessidades do grupo doméstico. Seu sistema produtivo se sustenta basicamente nas atividades agrícolas e extrativistas. No entanto, muitas vezes os quilombolas também realizam trabalho assalariado nas plantações dos grandes proprietários de terras locais ou em centros urbanos, para poderem complementar a renda familiar e adquirir alguns bens e utensílios diversos não produzidos localmente. Além disso, criam animais de pequeno porte (tais como galinhas, porcos, patos, cabritos e perus), que utilizam como alimento e como eventual fonte de renda, e pescam nos rios e córregos da região. A extração que realizam é principalmente de palmito, e também de produtos como sapé e taquara (utilizados para cobertura de casas e fabricação de utensílios). A agricultura é bastante variada. São plantados arroz, milho, feijão, mandioca, cana-de-açúcar, batata-doce, algumas fruteiras (como abacaxi, maracujá, mexerica), hortaliças (couve, cebola, alface, alfavaca, cebolinha, etc.) e alguns produtos vegetais silvestres (tais como o coentro e o gengibre). Algumas comunidades também cultivam banana para a comercialização. De forma geral, esse cultivo é realizado apenas em pequena escala, já que o transporte do produto para os centros consumidores é bastante difícil. Por enquanto, apenas a comunidade de Ivaporunduva conta com uma infra-estrutura mais desenvolvida para a realização dessa atividade e comercializa a banana em maior escala. Tradicionalmente a agricultura dessas comunidades era praticada em um regime chamado coivara. Nessa técnica, a roça é aberta antes do período das chuvas em local de mata densa, compreendendo entre um e seis hectares. As vegetações rasteiras e de pequeno porte são derrubadas, empilhadas em locais estratégicos e deixadas por algum tempo para secar. As árvores maiores são derrubadas e as pilhas de vegetação derrubada são queimadas, o que ocorre logo antes de o plantio começar. Inicialmente é plantado arroz e às vezes também milho. Depois da colheita, o terreno é carpido e o feijão é plantado. Depois o milho é novamente plantado. Por três anos, essas plantações são intercaladas. Passado esse tempo, o solo já perdeu sua fertilidade inicial e a roça é Abandonada. As terras permanecem em descanso por períodos que variam entre 3 e 12 anos, até que os nutrientes do solo se reconstituam tornando-a novamente atraente. No regime de coivara a rotação entre as terras é intensa, o que exige que as comunidades possam dispor de Diferentes áreas de plantio para intercalarem as plantações ao longo dos anos. A partir de 1950, o sistema produtivo tradicional foi seriamente comprometido em função da instalação de unidades de conservação ambiental por todo o Vale do Ribeira. Tais unidades de conservação impuseram limitações de uso de terras a essas comunidades, impedindo a manutenção de suas práticas agrícolas tradicionais e ameaçando seriamente sua sobrevivência. A agricultura de coivara continuou sendo praticada apenas nas porções do território sobre as quais não incidiam restrições ambientais ou em áreas menos acessíveis à vigilância da fiscalização, que muitas vezes coincidiam justamente com os piores lugares para a queima e o plantio. Essa situação começou a reverter apenas na década de 1990, quando os quilombolas conseguiram sensibilizar os órgãos governamentais para sua causa, mas até hoje ainda há comunidades que enfrentam esse problema. Entre as medidas conquistadas está a alteração dos Parques Estaduais Jacupiranga e Intervales de forma a excluírem de seus limites as terras quilombolas.‴ Foi assim que, para garantir a aplicação do artigo 20 da Lei Federal nº 9.985, a gleba ocupada pelas comunidades quilombolas acima referidas foi destacada do Parque Estadual de Jacupiranga e reclassificada em nova categoria de manejo. Para saber mais sobre esse fascinante e complexo tema, recomenda-se a leitura da tese Mosaico do Jacupiranga – Vale do Ribeira, São Paulo: conservação, conflitos e soluções socioambientais**, de Ocimar José Baptista Bim.

Plano de Manejo e Levantamentos de Fauna e Flora não foram localizados na Internet.

História

Como foi formada, eventos relevantes…

Infra-estrutura

Alojamentos, áreas de camping, opções para alimentação…

Últimos registros fotográficos

Últimos registros sonoros

Referências